Já saiu a Edição n.º 1997 - 26 de Setembro de 2020 - Ano LXXVII

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«O GAIATO é fundamental para manter vivo, dentro de nós, o sentimento de Misericórdia (Assinante 61691)

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Recentemente publicado

«Padre Horácio - Crónicas Escolhidas e Documentário Fotográfico»

Editorial Casa do Gaiato

«O testemunho de vida de Padre Horácio, aponta todo ele para os outros. A sua vida é um permanente correr para os outros. Outros que, primeiramente, são os Pobres. Os de dentro, da Casa do Gaiato de Coimbra que Pai Américo lhe pôs nas mãos, e os de fora, fogo que também recebeu de Pai Américo, o Património dos Pobres.

Uma situação reveladora da sua permanente atenção aos outros, em que o acompanhei, deu-se quando teve o seu primeiro AVC, que foi rastrear ao Hospital de Santo António no Porto (onde Pai Américo entregou o seu espírito ao Senhor da Vida). Nas horas que ali passou, não centrou o seu pensamento em preocupações pessoais quanto às consequências que podiam advir deste problema de saúde; antes, estava atento às dificuldades dos outros que estavam à sua volta.

Também ele fez seu o amor ao espírito de pobreza. Este amor não nasceu de um pensamento, obviamente, nasceu, isso sim, de uma experiência. Atrevia-me referi-la a um acontecimento que Padre Horácio descreve, do início da sua vida como Padre da Rua, num encontro com Pai Américo, em que este lhe mostra as suas calças rotas num joelho, e o aponta como sinal da pobreza e desprendimento, a riqueza maior da Obra da Rua. (...)

Da Apresentação, Padre Júlio

Últimos LIVROS publicados pela nossa Editorial


Venerável Padre Américo

O dia 12 de Dezembro de 2019 nasceu com a notícia, há muito esperada, da proclamação de Pai Américo Venerável da Igreja Católica. A Promulgação do Decreto da Congregação para as Causas dos Santos, feita no dia anterior, resultou da autorização do Santo Padre Francisco dada em audiência ao Prefeito da mesma Congregação, Cardeal Angelo Becciu, a promulgar entre outros, o Decreto relativo a Pai Américo:
«As virtudes heroicas do Servo de Deus, Américo Monteiro de Aguiar, Sacerdote diocesano, nascido em Salvador de Galegos (Portugal), em 23 Outubro 1887 e falecido em 16 Julho 1956 no Porto (Portugal)»:
Está assim dado o primeiro passo na direcção do sentir do Povo que já no seu tempo de vida o proclamava santo, ao que Pai Américo ironizava, dizendo «santo de pau carunchento». A Igreja dá agora este passo abrindo caminho à sua Beatificação que terá de ser confirmada por um milagre atribuído à sua intercessão. Muitos são já aqueles que lhe atribuem graças recebidas e também nós vemos confirmada a sua afirmação: «A minha obra começa quando eu morrer».

Museu - Memorial Padre Américo / Obra da Rua

Aberto para visitas - marcação antecipada.

Consulte horário e marque visita no item MUSEU.


Entrada livre.

Instalado no edifício das Escolas da Casa do Gaiato de Paço de Sousa



do livro da "Editorial Casa do Gaiato"

 «De como eu fui... Crónicas de viagem»

«... Recordo-me que em pequenino, justamente nesta quadra, foi superiormente ordenada uma procissão de penitência a certa igreja. O povo ia descalço. Não significa isso grande penitência, pois que era então e ainda hoje uso do nosso povo. Mas impressionava ver aquela massa de gente com roupas do domingo e sem nada nos pés!  O povo fechou as portas. Os lugares despovoaram-se. Os caminhos iam cheios em direcção à igreja. Houve um sermão de penitência. O pregador, sem ninguém contar, chama pelas crianças, em cujo número estava eu. Manda-nos colocar juntinhos ao pé do altar principal e ali pergunta a Deus e quer saber que mal tinham feito no mundo aquelas crianças! «Nós sim. Nós merecemos o castigo», continua o pregador. Recordo que esta maneira de agir fez chorar toda a gente. O pregador foi muito feliz. Sentia. O povo também. E a verdade é que choveu! Era pequeno, mas jamais me esqueci.

Gostaria hoje de tomar parte em uma idêntica procissão, pois que também as circunstâncias o são. E tenho pena que se vá perdendo o costume de pedir a Deus publicamente, em acto de culto, aquilo que está em Suas mãos e vontade...»

Padre Américo, De como eu fui... Crónicas de viagem, pp. 225-226

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