saiu a Edição n.º 1999 - 24 de Outubro de 2020 - Ano LXXVII

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Venerável Padre Américo

O dia 12 de Dezembro de 2019 nasceu com a notícia, há muito esperada, da proclamação de Pai Américo Venerável da Igreja Católica. A Promulgação do Decreto da Congregação para as Causas dos Santos, feita no dia anterior, resultou da autorização do Santo Padre Francisco dada em audiência ao Prefeito da mesma Congregação, Cardeal Angelo Becciu, a promulgar entre outros, o Decreto relativo a Pai Américo:
«As virtudes heroicas do Servo de Deus, Américo Monteiro de Aguiar, Sacerdote diocesano, nascido em Salvador de Galegos (Portugal), em 23 Outubro 1887 e falecido em 16 Julho 1956 no Porto (Portugal)»:
Está assim dado o primeiro passo na direcção do sentir do Povo que já no seu tempo de vida o proclamava santo, ao que Pai Américo ironizava, dizendo «santo de pau carunchento». A Igreja dá agora este passo abrindo caminho à sua Beatificação que terá de ser confirmada por um milagre atribuído à sua intercessão. Muitos são já aqueles que lhe atribuem graças recebidas e também nós vemos confirmada a sua afirmação: «A minha obra começa quando eu morrer».

Museu - Memorial Padre Américo / Obra da Rua

Aberto para visitas - marcação antecipada.

Consulte horário e marque visita no item MUSEU.


Entrada livre.

Instalado no edifício das Escolas da Casa do Gaiato de Paço de Sousa



do livro da "Editorial da Casa do Gaiato"

 «Isto é a Casa do Gaiato»

«Chegou a cadeira do "Periquito". O Sérgio e ele foram levantá-la à estação. Levaram o carro e os nossos bois novos. Uns bois amarelos que se foram comprar à feira dos Carvalhos por dezassete contos,mas eles valem muito mais, pela sua mansidão.

O Sérgio vinha sentado na cadeira, em cima do carro, a tanger e "Periquito" à soga, a chamar.

Pelo caminho houve o natural espanto: "Quem tem uma cadeira assim?!" Aqui em Casa houve espanto e algazarra. O "Periquito" tinha antes sofrido um grande desapontamento por questões de cadeiras. Fora o caso que dias antes aparecera cá em Casa uma cadeira muitíssimo aparatosa. Como se falasse todos os dias na cadeira do "Periquito", tomou-se como sendo dele. Tudo soube do acontecimento e quis ver. Que linda! O "Periquito" não tinha palavras; era o gesto e os olhares - "a minha cadeira!" Pois não era nada a cadeira dele. Era a do dentista!»»

Padre Américo, Isto é a Casa do Gaiato, 1.º Vol., 3.ª edição, pp. 229-230

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