DOUTRINA
Prefácio
«Esta Doutrina não é minha» — assim dizia naquele tempo o Missionário do Padre Eterno — «é do Pai Celeste».
Por isso mesmo é que os auditórios ficavam suspensos ao escutá-lO e uma vez que O quiseram prender, como mandassem para isso homens, estes regressam sem Ele: — «Nunca nenhum homem assim falou»!
A prova de que esta Doutrina não é nossa, está nisto que dizemos: sem preparação especial, sem ir ver como outros fazem, temos feito e dito totalmente diferente e causado nas almas uma revolução sem par. É o Pai Celeste!
Nós desafinamos. Não entramos nas harmonias do século. Basta dizer que nas Constituições dos Padres da Rua se lê: «O Padre da Rua não aceita, não persuade, nem sequer insinua a outros deixas de mão morta. Também não deve guardar valores de outros, nem aconselhar, nem dirimir questões entre parentes por amor das heranças. Deus não nos chama por este caminho».
Não é esta, afinal, a Doutrina de Jesus, ainda que as palavras sejam nossas? Proquê veja-se:
«Vede as aves do céu e os lírios do campo, que não semeando nem tecendo, têm tudo que precisam e vestem-se de gala.» É o Pai Celeste.
Por via dela, vão os leitores encontrar neste livro riquezas que os outros não tiveram: cartas. Cartas dos assinantes. Muitas são as que recebemos e não publicamos. Muitas as que temos publicado e não transmitimos aqui. Mas as que aparecem são documentos de vitalidade perene da Doutrina de Jesus. Classes. Categorias. Idades. Política. Sexos. Os descontentes. Os afastados. Os contra. Os a favor. Todos à uma e cada um em seu estilo, afirmam que «nunca nenhum homem assim falou». É por isso mesmo que, em outro lugar das Constituições, se lê: «Aquele a quem Deus deu o talento de escrever, escreva como quem reza. Prepare-se como quem vai falar de Deus».
O que importa é que Ele reine.
PAI AMÉRICO, Doutrina, 1.° vol.,2.ª ed., 1974, pg VII-VIII
