CONFERÊNCIA DE PAÇO DE SOUSA

 Ainda sobre o Património dos Pobres e as Conferências Vicentinas

Tratamos na crónica anterior das relações fortes entre as Conferências Vicentinas e o Património dos Pobres, tal como o Pai Américo o concebeu e o pôs em prática. No caso da nossa paróquia, tem-se procurado manter essa relação forte, desde o dia 3 de Setembro de 1951 em que o Pai Américo por cá entregou as primeiras casas.

Tal como está no regulamento que ele levou à aprovação do Sr. Bispo do Porto e que este aprovou em 3 de Outubro de 1951, as casas que cá temos, que incluem as primeiras sete que o Pai Américo entregou e outras sete que se construíram depois, são propriedade da Fábrica da Igreja. A Conferência Vicentina faz o acompanhamento domiciliário das famílias que habitam essas casas e procura angariar fundos para ir assegurando a sua manutenção e algumas melhorias. Para aqui vai uma grande parte dos donativos que recebemos dos nossos leitores que muito agradecemos. Numa vistoria que fizemos recentemente às 14 casas que cá temos, serão precisos mais de 60000€ para reparar devidamente os telhados de todas elas. Não temos este dinheiro todo. Temos algum e, por isso, faremos as reparações que forem mais urgentes assim que encontrarmos construtor civil para isso, o que não é fácil nos dias de hoje.

Para combater situações que infelizmente têm ocorrido no Património dos Pobres que é as casas irem passando de pais para filhos, promovemos a assinatura de contratos de comodato com todos os moradores.

Para assinalar os 75 anos da entrega das primeiras casas, pedimos ao nosso pároco, Sr. Padre António Sousa Alves, que na missa que celebra todos os dias, às 20h, na do dia 3 de Setembro lembrasse este aniversário, em Acção de Graças por este importante legado do Pai Américo. O Sr. Padre Sousa Alves assim fez, tendo concelebrado com o Sr. Padre Júlio Pereira, Director da Obra da Rua, e com o Sr. Padre Baptista que foi muito anos director do Calvário. Com estes dois concelebrantes a Obra da Rua ficou muito bem representada nessa eucaristia. Como alguns dias antes tínhamos ido visitar os moradores de todas as casas do Património dos Pobres informando sobre esta eucaristia no dia 3 de Setembro, uma grande parte deles estiveram presentes. Não houve nem foguetes, nem beberete, mas houve o mais importante que foi dar graças a Deus por este importante legado do Pai Américo que temos o dever de ir mantendo em bom estado, ao serviço dos pobres.

Américo Mendes