ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS GAIATOS E FAMILIARES DO NORTE

Falecimento do nosso Padre/Pai Telmo Ferraz 

ELE, tal como VENERÁVEL PAI AMÉRICO como "Guias" ao serviço da OBRA DA RUA, colocou sempre os Gaiatos à frente de si, de todos e de tudo, neste complicado Mundo social. «Dê-se sempre a prioridade ao Rapaz, criando-o, formando-o para a Vida no futuro, dando-lhes o DOM ESPIRITUAL de Amar sempre DEUS.»

Nós Gaiatos, revemo-nos no seu divinal poema "Gotinha"… que o cardo chorou, abandonado e com sede de Amor, que a raiz sequiosa bebeu…e o cardo, acolhido na OBRA DA RUA, voltou a viver!

Foi com profunda tristeza, que no passado dia 9 de Outubro, no seu funeral na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, nos despedimos do nosso Padre/Pai Telmo Ferraz. Um homem com letras GRANDES, que DEUS trouxe a este Mundo para dedicar a sua Vida a ajudar o próximo, um verdadeiro Amigo e Pai de tantos de nós, Gaiatos de Portugal e de África. A sua generosidade e Amor eterno estarão sempre connosco. Nunca esqueceremos o seu dom poético descrevendo os pobres, os trabalhadores da construção das barragens, os doentes, os sem voz, bem como a Natureza que tanto admirava. O seu DIVINAL livro "O Lodo e as Estrelas" e as suas crónicas "Sinais" que tanto gostava de escrever no jornal «O Gaiato», como Pai Américo dizia: "um jornal sem medo, Senhor! Que não engane o Povo!

Gostava de ver toda a gente alegre: "vós da Associação Gaiatos Norte continuai a dançar, a cantar, a fazer livros… sabemos fazer livros!… sem nunca deixardes de cooperar com a OBRA DA RUA, que vos acolheu e criou!" Era a sua devoção Religiosa por Amor a Deus que falava mais alto. E não suportava ouvir aqueles a quem denominava "velhos do Restelo" quando lhe diziam: … a vossa Obra vai acabar, está no fim, vai tudo por água abaixo, vai acabar!… E respondia-lhes: "A nossa Obra nunca irá acabar. Mesmo que os Padres fundadores morram, outros com devoção pela Caridade e Amor a Deus, continuarão a dar seguimento à Doutrina que um dia Pai Américo registou: «acolher o garoto da rua numa Obra de Rapazes, para Rapazes, pelos Rapazes!»

Descansa em Paz, querido Padre Telmo. AMÉM!

Elísio Humberto