
OS NOSSOS LIVROS
«Padre Américo Monteiro Aguiar foi o homem do Evangelho aplicado na vida quotidiana. Efectivamente, toda a sua doutrina e orientação pastoral e caritativa estão subordinadas a um Evangelho, que busca as suas raízes mais autênticas na mensagem genuína de Jesus Cristo.
Quem o conheceu ou quem leu os seus escritos não pode ficar indiferente a tão grande obra dedicada aos mais pobres dos pobres e, entre eles, à criança abandonada da rua que vive à míngua em locais indignos de um ser humano.
Padre Américo, embora sendo padre diocesano de Coimbra acabou por estender a sua acção a todo o país e ao ultramar, onde a Obra da Rua, que, tendo começado como uma pequena semente lançada à terra, rapidamente estendeu as suas raízes. E falamos deste modo, porque, de facto, as raízes desta obra estão no Evangelho e no ser humano. À medida que desenvolve a sua acção pastoral surgem novos ramos desta, que é, já hoje, uma árvore frondosa à sombra da qual muita gente se abriga.
Com efeito, ninguém diria que aquelas visitas em Coimbra aos hospitais e cadeias se desenvolvessem na Sopa dos Pobres e depois nas colónias de campo surgindo a primeira Casa do Gaiato, de Miranda do Corvo, fundada em 7 de Janeiro de 1940, para crianças abandonadas e sem família, seguindo-se o lar do ex-pupilo dos reformatórios, em Coimbra, culminando depois com o primeiro lar do gaiato, no Porto e assim por aí adiante.
Padre Américo foi um apóstolo da dignidade humana e da justiça social orientando toda a sua defesa destas duas verdades fundamentais com a lei fundamental do Evangelho e dos mandamentos, como lei eterna como ele faz questão de repetir nas suas obras.
Verdadeiramente a dignidade humana, apesar de proclamada aos quatro cantos do mundo, nunca foi verdadeiramente reconhecida. Por determinação do 2.º congresso continental de 4 de Julho de 1776, que foi assinada pelos treze Estados Unidos da América, a declaração unânime da independência que é, por assim dizer, o ponto de partida do reconhecimento dos direitos humanos nas sociedades contemporâneas.» — Da Introdução, pp. XIX-XX.
Os pedidos podem ser feitos à Casa do Gaiato de Paço de Sousa, através do telefone 255752285; por e-mail: geral@obradarua.pt; por carta Largo da Casa do Gaiato, 94 – 4560-378 Paço de Sousa; ou no site: www.obradarua.pt