DA NOSSA VIDA

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Páscoa é vida. Este é o anúncio dos cristãos proclamado a todos os cantos do mundo. Estamos na Páscoa de Jesus Cristo, depois da qual virá a nossa Páscoa.

O mundo está carente de vida, mergulhado como anda em múltiplas formas de morte. Com que ligeireza aborda a morte, como se ela fosse a resolução para a sua incapacidade de entrar nos caminhos de vida! Maior cego é o que não quer ver; e o mundo anda nesta cegueira.

A vida não acaba. A morte não lhe põe fim. Uma vez na vida, para sempre na vida.

A morte de Jesus de Nazaré é tempo de transformação: a vida alcança a plenitude tornando-se Vida.

Escrevo estas linhas no dia da Anunciação do Senhor. O GAIATO é composto alguns dias antes da sua saída no prelo. Por essa razão goza de alguma intemporalidade. Ele fala da realidade actual e do pós-tempo. Assim, o Anúncio da Incarnação do Senhor.

A abertura de caminhos entre Deus e o homem é feita por Anúncios, sempre velados pelo mistério de Deus. Por isso a adesão aos Anúncios divinos implicam uma adesão humana diferenciada, um acolhimento personalizado, que deveria crescer com o tempo, até à visão do que é Anunciado. Entre o acontecimento histórico que o Anúncio revela, o tempo em que dele se faz memória e o pós-tempo, há uma coincidência, porque se trata da mesma realidade anunciada.

Ao Anunciarmos a Páscoa de Jesus Cristo, Anunciamos a Sua ressurreição e a Sua morte até que Ele venha, para que configurados com Ele na Sua morte, com Ele tenhamos parte na Sua ressurreição.

Uma Feliz Páscoa, mais Feliz que a anteriormente celebrada.

Padre Júlio