CONFERÊNCIA DE PAÇO DE SOUSA
Guerras
O Papa Leão XIV tem vindo a dizer repetidamente o seguinte e tem sido muito atacado por isso: "Deus não ouve as orações daqueles que fazem a guerra e têm as mãos cobertas de sangue."
Não fomos nós que causamos as guerras no Médio Oriente e noutras partes, nem somos nós que as vamos conseguir resolver. Dito isto, estas palavras do Papa não são só para os que são responsáveis por essas guerras. Esta palavras são para nós todos.
Todos corremos o risco de sermos causadores de guerra e todos temos obrigação de ser semeadores de paz. Podemos ser causadores de guerras no seio das nossas famílias, com os nossos vizinhos, na rua em que vivemos, nas organizações onde trabalhamos, no país em que residimos.
Quando há guerras, sejam elas quais forem, há sempre alguém que sofre. Há sempre alguém que fica mais pobre.
Temos de evitar ser causadores de guerras. Temos de ser, antes, semeadores de paz. Evitar sermos causadores de guerras custa muitíssimo. Muitas vezes o que nos apetece é respondermos, na mesma moeda, a quem nos faz guerra, a que discorda de nós. É mais fácil ficarmos zangados uns com os outros, às vezes até ao ponto de agirmos com violência.
Semear a paz custa muito. Há dias passou-nos por perto uma situação onde, no decorrer de uma acção de formação profissional que junta pessoas onde algumas têm um passado difícil, se gerou um desentendimento que foi por aí acima, com ameaças de morte que viraram do avesso a vida de uma família.
Dar ajuda material é preciso, mas não é o mais difícil. Dar ajuda nas situações em que é preciso semear a paz é que é muito difícil. Como a pobreza está nos vários tipos de guerras que vão por esse mundo fora, a começar pelo mundo que nos é mais próximo, ajudar os pobres é semear a paz.
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Américo Mendes
