BEIRE - Flash's

O Calvário num "Dia do Pai"...

Porque acredito que, em certa medida, «o homem é a medida de todas as coisas» (Protágoras, sofista, séc. V a.C.) e porque vejo/sinto que todo o homem é um 'ser significador' (capaz de dar um 'sentido' às coisas e até à sua própria vida), não me canso de auscultar(-me)… E é aí, nesse mais fundo de mim, que eu gosto de ouvir a Deus, ouvir a Vida e ouvir o Amor — três formas distintas de falar d'ISSO (outra dimensão de mim) a que também chamo «a mais profunda aspiração para ir mais além… Ir até «isso» que sempre nos trans(as)cende a chamar por nós Como que a dizer que todos somos habitados por um «espirito» a que, quando o deixamos manifestar-se no seu ser 'original', dizemos que é «santo»… Isto é, sempre nos puxa para o Bem, a que também já chamam Bem Comum — The Common Good of Humanity, sempre a pedir que construamos e cuidemos bem da nossa Casa ComumThe Common Home of Humanity…

1 Mensagem de Gratidão que… Era o dia 19 de março, dia de S. José e/ou Dia do Pai… São as 07.17h da manhã e ouço a entrada de uma mensagem. Curioso, abro e, por ser de quem era, acabo por, ainda antes de sair do quarto, ler e fazer eco. Aqui tendes a mensagem recebida: «Hoje celebramos todos os pais: os que geram e os que cuidam, aqueles que, com amor, ensinam a viver a vida… Nem sempre é o sangue que define a paternidade, mas sim a Vossa presença, os gestos silenciosos e o coração atento. Que, por intercessão de S. José, Deus Vos cumule de bênçãos e graças. Feliz Dia do Pai». Não sei reproduzir aqui os emoji bem escolhidos que ele usou para traduzir as emoções que queria partilhar connosco. Certo é que os emoji também falam e os nossos jovens já sabem expressar-se na língua deles…

Porque sou 'de lágrima fácil', ao ruminar a mensagem, senti aquele nozito na garganta… Depressa me recompus e deixei sair para o teclado do tlm: «Que bonita partilha, Zezito! // Se não me esquecer, qd NOS der, gostaria de comversar sbr a importância d'isto que acabas de fazer: — Dizer as nossas Convicções e os nossos Sentimentos Honestos. // Obrigado pl tua partilha — uma partilha de ti…».

Ainda antes da nossa comversa acontecer, o seu «está bem, f…», seguido por um emoji de mãos erguidas, diz-me que, agora, sou eu a dar o pontapé de saída… E não quero perder estes encontros de ca

2. O que nos torna mais humanos… Porque o inesperado da mensagem me 'tocou', deixei-me habitar por aquilo a que também não sei dar nome… Falo deste impulso do aspirar a que, dos que nos são confiados, «nenhum se perca» (Mt 18, 12-14) — coisa que, pelos vistos, até o próprio Jesus
experimentou…

Há já muitos anos, cá nas 'nossas atividades apaixonantes' (gracioso dizer do Pe. Pedrosa, inesquecível salesiano dos Grupos de Jovens), ruminei alguns livros de Leo Buscáglia — um italiano que, ainda menino de escola, foi atirado para a Califórnia, com os pais, onde, depois, foi conceituado professor de Pedagogia na Universidade do Sul e conferencista notável, nas cinco partes do mundo. Num de seus livros, fixei isto: «Aquilo que há de mais urgente a fazer na vida humana — aquilo que mais nos torna humanos — é: a) Aprender a dizer as nossas convicções; b) Aprender a dizer os nossos sentimentos honestos e c) Aprender a viver com as consequências. // Esta é a primeira exigência do amor. // Só que isso torna-nos vulneráveis aos olhos das outras pessoas que podem achar-nos ridículos. // Mas a nossa vulnerabilidade é a única coisa verdadeiramente nossa que podemos dar aos outros». Em toda a minha vida, isto é trampolim de que não abdico. Não me deixo parar. Quero aprender a dizer(-me)… Quero aprender a viver a vida que me está confiada…

Foi o que, naquela manhã, acordou em mim e provocou o tal nozito na garganta, quando me deixei a saborear aquela mensagem. É de um jovem africano, da Casa do Gaiato de Malanje, caladinho, mas sempre atento a ver onde pode ser útil… Estuda teologia, no Porto, com o apoio do nosso Calvário, onde reside connosco.

3. Nos "Amigos de Pai Américo"… Não sei a história da nossa pg. no Facebook. Sei que, apesar de toda a minha resistência, acabei por assentir colaborar ali com uns flahs'zitos sempre que algo me bate mais fundo. E aconteceu com a mensagem do Zezito. Com 5 fotos da ternura e um vídeo a propósito, no Facebook, saiu assim:

«Ser "pai" — o "gerar" e o "cuidar"...

@ A mensagem chegou às 07.17h. Assim: "Hoje celebramos tds os pais: os que geram e os que cuidam, aqueles que, com amor, ensinam a viver a vida... Nem sp é o sangue q define a paternidade, mas sim a Vossa presença, os gestos silenciosos e o coração atento. Que, por intercessão de S. José, Deus Vos cumule de bênçãos e graças. Feliz dia se S. José".

@ O sol acabara de nascer... Deixei-me seduzir pl "Luz da luz". O autor era um menino "perdido" em África, sem ninguém a prestar-lhe os cuidados que urgiam. Era... Mas apareceu alguém que acredita que "o Pai me enviou"... O milagre está a ACONTECER. O menino, ontem "perdido", hoje ensina os adultos "perdidos" no corre-corre da vida — "Nem sempre é o sangue que define a paternidade"...

@ Penso que a mensagem é para os Padres da Rua. Por extensão, tb chega a mim. Comovo-me. Ninguém está à espera de reconhecimento, mas tds sentimos que, às vzs, ele tb faz falta — para recarregar as baterias... // Obrigado, Zzt».

Um admirador

[Escreve segundo o acordo ortográfico]