BEIRE - Flash's

Do bio-físico ao bio-psico-espiritual...

Não basta cuidar do bio-fisico-social... Centro-me no mistério do ser pessoa — «feitos à imagem e semelhança de Deus». Olho o nosso Calvário como «palavra tirada do Evangelho». Um sonho de Pai Américo e um ir-se realizando, timonado por Pe. Baptista(1). Vejo que, primeiro, tudo virou IPSS e logo depois vejo o Calvário a virar ERPI e as Casas do Gaiato a virar LR – lares residenciais. Sinto a alegria do avanço em termos de apoios de Solidariedade Social. Em que o SNS, agora tão atacado, continua a ser a maior glória do nosso já cinquentenário Abril dos Cravos. Mas, no fundo, não esqueço o alerta de Pai Américo, expresso já na revelação do seu sonho, em 1954 — não cair na vulgaridade das obras semelhantes… E a sua tese de «doutoramento», em matéria de ação social: «Toda a Ação Social que não seja também, e em simultâneo, uma Ação Teologal é falsa». (Na linguagem da teologia do seu tempo, Pai Américo chamava Ação Teologal àquilo que, hoje, sabemos ser uma Ação Humanizadora).

Chegados aqui, vejo-me diante d'esta araucária: Semente promissora; desenvolvimento, com episódios de ameaças de raquitização; novos sonhos de reeguer a cabeça e a sonhar expandir-se. Até África e muito mais...

Hoje, 10.07.25, o Hino de Laudes levou-me até àquela araucária-sacramento. Ei-lo: «É belo o rosto claro da manhã / Aberto sobre a terra que se expande / Num hino de louvor e adoração. // À luz do sol nascente que as renova, / Levantam sua voz as criaturas, / Anunciando o esplendor do novo dia. // Assim minha vontade, assim meus olhos / Se elevam para Ti: faz-me, Senhor, / Compreender o dia que amanhece. // E acorda-me, meu Deus, cada manhã, / Até que saiba amanhecer seguro / Do teu amor, no dia sem ocaso!».

Penso que também as fórmulas da Oração Litúrgica têm os seus circuitos rituais e seus circuitos existenciais. Quero singrar (sinodalizar-me!) pelos circuitos existenciais, porque… se o rito vira rotina, não há Oração Litúrgica que nos valha…

1 Tudo começa por um sonho – a semente / in virtu; depois, o in fieri, o ir-se fazendo; sem jamais chegar à plenitude / in facto esse. Porque «a perfeição do homem não está em ser perfeito, mas em jamais desistir de procurar a perfeição».

Um admirador

[Escreve segundo o acordo ortográfico]