ESTATUTO EDITORIAL
O GAIATO

Para darmos cumprimento ao preceituado na Lei de Imprensa, efectuamos a publicação do Estatuto Editorial d'O GAIATO:

1. O GAIATO nasceu da fome e sede de Justiça que consumiu o seu Fundador - paixão que ele mitigou, contagiando muitos de idêntica fome e sede. Assim, deixou expressa a sua vontade relativamente ao mote e ao modo de o comunicar.

2. «O século de agora anda esquecido. Os Pobres constituem encargo indesejável. Ora Deus quer que pela nossa oração e acção se indique ao mundo o caminho da Verdade.»

3. «Pela força e crédito dos seus escritos, defendam os direitos e levem os homens a reconhecer e a respeitar o Pobre.»

4. «Aquele a quem Nosso Senhor deu o talento de es­cre­ver, escreva como quem reza. Prepare-se como quem vai falar de Deus. Só desta forma corresponde e faz valer o dom.»

5. «No seu periódico O GAIATO e em outras edições, não peçam nem aceitem propostas de anúncios sobre assuntos do século. Todo o espaço e todo o tempo é pouco para revelar Cristo às almas.»

6. «Também não aceitem colaboração de estranhos, ainda que homens de saber e de virtude. Dê-se, sim, preferência ao Rapaz, que por isso se educa e revela, fazendo bem às almas dos que lerem.»

7. «Não sejam solícitos em pôr a preço os jornais ou edições que saem dos nossos prelos. É melhor deixar tudo à generosidade espontânea de cada um.»

8. Tal se procura cumprir na «fragilidade das nossas misérias».

9. Acrescentamos ainda o compromisso de se «respeitar os princípios deon­­to­lógicos da Imprensa e a ética profissional (...), e não abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou deturpando a informação».